Mesmo que o mundo esteja uma merda, Jimmy Fallon e Justin Timberlake – Jimmy e Justin, porque assim soa mais como os meninos estão determinados a serem, mostram à sua audiência algo descaradamente alegre. E os dois já a algum tempo nos fazem sorrir, com Justin a frente de 3 filmes e Jimmy transformando os programas de entrevistas num show de variedades do século 21. Então a GQ reuniu os dois caras mais emocionados-por-estarem-vivos, livres-da-ironia, extremamente-sem-vergonhamente-felizes do planeta para celebrar a união. E sabe do que mais? No final, a gente se sentiu muito bem por dentro.

GQ: O quanto vocês se conhecem?

Justin Timberlake: A gente se conheceu um dia desses.

Jimmy Fallon: A gente se conheceu para fotografar esse artigo. Não, pera! Foi durante seus dias no N’Sync. Alguma parada da MTV.

Justin Timberlake: É verdade. Foi quando você apresentou o MTV Awards in 2002.

Jimmy Fallon: Estranhamente também foi sua primeira vez como artista solo, e a primeira vez que apresentei o VMA. Foi algo imenso pra ele. Muita pressão. As pessoas estavam dizendo, “Ele fará isso? Será que ele consegue? Acho que ele não consegue!”, daí ele saiu de uma CAIXA DE SOM ENORME. Você lembra disso?

Justin Timberlake: É, eu lembro.

Jimmy Fallon: Aliás, obrigado. Adorei aquele presente. Se alguém aí que tá lendo tiver umas mil e quinhentas pilhas, por favor, me liga. Gostaria de tomar emprestadas. É complicado manter aquele negócio funcionando.

Justin Timberlake: Essa foi tua piada naquela noite, né?

Jimmy Fallon: Foi.

GQ: Peraí, você está repetindo piadas que usou no MTV VMAs em 2002?

Jimmy Fallon: [sorrindo] Sim. É assim que a gente faz.
 GQ: E foi quando vocês ficaram amigos?
Justin Timberlake: Sim.
Jimmy Fallon: Ehhh…
Justin Timberlake: Com certeza.
Jimmy Fallon: Claro. Ficamos super amigos! Me lembro de conversar com ele no backstage do VMA. Nós dois estávamos nervosos e acabou que tivemos uma noite excelente, os dois. Trazemos boa sorte um pro outro, que nem pé de coeolho.
GQ: E Justin foi o primeiro convidado do seu programa, Jimmy, né?
Justin Timberlake: Nunca vi o Jimmy tão nervoso.
Jimmy Fallon: Completamente nervoso. A gente ainda não conhecia bem o programa. Nem você. E é por isso que você é meu favorito. Me lembro de perguntar a você “Cara, você vem pro meu primeiro programa?”, e sem nem pensar você respondeu “Sim, claro. Sem problemas.” Não é fácil marcar a primeira semana do show. Publicistas ficam, tipo “Ah, não, meu cliente não pode fazer isso. Vamos ver se o show é um hit primeiro”.

GQ: Vamos falar de como surgiu a “História do Rap”, o viral mais visto da história dos programas de entrevista.
Jimmy Fallon: A gente estava no seu camarim SNL.
Justin Timberlake: A gente tava filmando, né?
Jimmy Fallon: Você ia pro meu programa naquela semana e eu perguntei “O que quer fazer?” Nós dois pensamos e decidimos que poderíamos cantar alguma coisa. Eu queria cantar Africa, do Toto, porque a gente canta essa bem juntos.
Justin Timberlake: A gente ainda devia cantar Africa, só que como nossos personagens.
Jimmy Fallon: Eu estava pensando da gente cantar Africa como você e eu aos 30. Seríamos melhores amigos e teríamos gravados em casa, catando, usando perucas e suspensórios.
Justin Timberlake: Eu estava sentado lá e disse: “Você lembra daquele cara que fez a História da Dança? Ele dançou cada música que tinha coreografia ou recebeu um nome por causa da dança. Foi viral. Então a gente começou a bolar ideias. Jimmy falou: “E se a gente fizer toda a história do hip-hip e encaixar em quantas músicas a gente puder?”.

Jimmy Fallon: A gente começou a improvisar. Fomos de Jay-Z a “The Humpty Dance” a “que tal essa?”.
Justin Timberlake: Jimmy é um imitador muito bom e imitou gigantes como Snoop e Notorious B.I.G. E, claro, The Roots. Se eu tivesse os Roots em meu programa ia cantar as músicas deles todos os dias. Dá pra imaginar se você tivesse uma sessão de karaokê com os Roots? Aliás, o público devia participar do karaokê.
Jimmy Fallon: Essa é uma ótima ideia. Vou anotar aqui.
Justin Timberlake: Você devia chamar os Roots. Pedir pra alguém da platéia fazer pedidos. Tem alguma música que eles não conseguem tocar? Eles tocam qualquer coisa!
Jimmy Fallon: Acho que os videos se tornaram virais porque todos conhecem e amam aquelas músicas. Só isso já é bem legal. Mas quando se tem Justin Timberlake cantando, é extremamente legal. Depois que fizemos a primeira parte da História do Rap, a gente tava no telefone e você tava tipo “Estou aqui na França e estamos na primeira página!” Le History of le Hip Hop. Eu estava tão animado que fiquei, “Cara. Eles me conhecem aí na França?” E Justin respondeu “Não”. Ah, claro. Você é Justin Timberlake. É por isso que é um hit.
GQ: Mas também tem a ver com sua presença na web, Jimmy. Você tem mais seguidores no twitter do que telespectadores.
Jimmy Fallon: Por que não, né? É divertido. São universitários, eu já fui um universitário. Você só tem grana pra miojo e spaghetti. Eu iria adorar se pudesse caminhar com alguém da TV que eu gostasse. Se eu twito pro Letterman e ele me responde… É esse o mundo que vivemos agora. É possível, tudo é possível. É muito impressionante.
GQ: Apesar de que o Letterman ainda não twita…
Jimmy Fallon: Acho que seria estranho se ele o fizesse. Não seria ele. Ele é quem ele é, e sabe o que faz. Seria muito estranho se ele começasse a twitar loucamente. [risos]. Ah, cara, dá pra imaginar isso? Mas é isso o que faço. Sempre fiz. É assim que eu sou. Gosto de video games, tecnologia, de ser positivo. Gosto de fazer coisas pra cima. Gosto de ser absurdo. Ser bobo. Seria estranho se outra pessoa tentasse isso, ou se eu tentasse ser outra pessoa, entende? Como se eu ficasse falando de política a semana toda. Seria esquisito. Como o Jon Stewar já faz todo dia, e ele faz brilhantemente. Ele é ótimo nisso. Deixe que ele o faça.

GQ: Vocês parecem ridiculamente felizes e animados… o tempo todo.
Justin Timberlake: Existe um percentual de artistas, que trabalha tanto e tão honestamente que parece exaustivo agir como se não se importassem tanto, como se não estivessem gostando. Mas todo mundo se anima. Esse é um trabalho bastante animador, divertido.
Jimmy Fallon: Existe algo muito engraçado em se ariscar tanto pra fazer coisas ao vivo. Acho que nós dois temos isso em nosso DNA. Então ficamos tipo “Vamos lá, cara. Será que vai ser bom? Sei lá. Mas ficaremos ao vivo em segundos. Vamos dar o nosso melhor.”
Justin Timberlake: E eu não sou comediante então provavelmente serei crucificado por dizer isso, mas acho que tem muita comédia que o ímpeto por trás dela é: fui rejeitado tantas vezes, fiquei amargo e agora vou falar sobre isso. Quase como se tivesse uma rede social para a comédia. Para mim, ser sincero e genuíno é bem mais fácil do que agir como se não se importasse, como se não quisesse estar aqui, como se fosse chato. Existem muitas coisas no mundo que são chatas. Para mim é, como, “Isso aqui é realmente um trabalho muito legal!”.
GQ: Em questão de comédia no ano passado, Tracy Morgan disse que legal é o inimigo da diversão. Mas vocês dois são legais. Como vocês burlam essa regra?
Jimmy Fallon: Tracy fala demais.
Justin Timberlake: Tracy também me disse que estou 5 anos atrasado em questão de filhos. Ele tava tipo [imitando Tracy Morgan]: EI, VOCÊ DEVIA ESTAR FAZENDO BEBÊS, JUSTIN.

Jimmy Fallon: [rindo] É, ele me falou isso também.
Justin Timberlake: EU VOU PRA ONDE QUISER E ESPALHO MINHAS SEMENTES ONDE QUISER.
GQ: Justin, você era engraçado assim no N’sync?
Justin Timberlake: Quê? Como assim? Acho o N’sync engraçado.
Jimmy Fallon: [rindo] É, vou mandar alguns vídeos pra você.
Justin Timberlake: O meu primeiro emprego foi aos 10 anos num programa de TV, e tinha o mesmo formato que o SNL, a diferença é que era escrito para crianças.
GQ: The Mickey Mouse Club, né?
Justin Timberlake: Sim. Esse era o nome.
Jimmy Fallon: Cara, eu tava falando com o [Ryan] Gosling sobre isso. Gosling realmente viveu no seu sofá quando era criança?
Justin Timberlake: Então ele tentou fazer parecer que era boêmio, mesmo naquela época?
Jimmy Fallon: com certeza, cara. Ele disse que era difícil e que você o ajudou.
Justin Timberlake: A mãe dele teve que voltar pro Canadá e minha mãe teve a guarda dele por um ano para que ele pudesse continuar no programa. Mas ele tinha a própria cama. Ele não dormia no sofá. Ele disse que dormia no sofá?
Jimmy Fallon: É uma história boa!

Justin Timberlake: Tô aqui imaginando um Gosling de 10 anos, tirando um Malboro de algum vagabundo, crescendo uns pelos faciais hipsters…

Jimmy Fallon: “Tudo o que eu tenho é um par de Underoos, cara! Não tenho nada, cara!”

GQ: Justin, que qualidade você mais admira em Jimmy, e Jimmy, que qualidades mais admira em Justin?

Jimmy Fallon: Preciso tapar os ouvidos?

Justin Timberlake: Os cabelos do Jimmy. Eu quero ter os cabelos do Jimmy.

Jimmy Fallon: [rindo] Está mudando muito com o decorrer dos anos, então posso ver porque Justin fico…

Justin Timberlake: Cara, ele muda muito no decorrer do DIA.

Jimmy Fallon: Verdade. Tem vida própria! Ele se mexe sozinho. Tipo aqueles tênis de “De Volta Para o Futuro”. Do nada, ele muda da esquerda pra direita.

Justin Timberlake: O cabelo dele também desteme rejeição.

Jimmy Fallon: Justin tem estilo. Sempre penso, eu nunca podia sair assim, mas Justin consegue. E também, ele trabalha pesado. Acima de tudo. Justin, você falou cabelo. Talvez queira pensar em outra coisa agora?

Justin Timberlake: Hmm. Droga.

Jimmy Fallon: Diga alguma coisa legal sobre mim! Meu corpo?

Justin Timberlake: Pare de me interromper que eu digo!

Jimmy Fallon: Tá demorando muito. Dá discando do seu iate?

Justin Timberlake: Sim. Calmaê, deixe-me colocar Paul Allen no telefone.

Jimmy Fallon: [rindo] Pesado! Embora ele seja uma boa referência.

Justin Timberlake: Peraê, ele quer falar coisas impróprias sobre o Seattle Seahawk.

Jimmy Fallon: OMG, okay. Coloca ele no telefone. Sem problema. Vou colocar, uh, Paul Anka on the phone. Ele tá aqui no meu escritório. A gente sai.

Justin Timberlake: Ótimo, cumprimentarei o Jimmy. Não é todo dia que encontramos pessoas genuinamente legais como o Jimmy, e ele também tem essa alegria escancarada. Ele é tão honestamente curioso sobre o que pode ser engraçado e o que pode ser animador.

Jimmy Fallon: Isso é estranho, cumprimentar um ao outro… na frente um do outro.

GQ: Qual é! Vocês devem estar acostumados com quantidades absurdas de bajulação! São celebridades.

Justin Timberlake: Eu estava no cinema uma vez, e fui ao banheiro ante de entrar e tinha esse cara, que estava se afastando da privada, fechando o ziper, daí ele se vira, me reconhece, fica todo animado e caminha até onde estou, estendendo o braço, esperando sacudir minha mão. Escute, não sou misofóbico, mas, por favor! Disse, literalmente, a ele: “Porra, não tem a menor chance de você apertar minha mão sem lavar as suas mãos primeiro.” Você acabou de pegar no seu pênis.

Jimmy Fallon: Justin, se não se importa, estava bêbado quando fiz isso. Me desculpe. Não íamos ver o mesmo filme, achei uma coincidência estarmos no mesmo banheiro.

Créditos:Entrevista Traduzida Pela Mia do JTBR
Fonte:JTBR


Jensen fala sobre a estréia da 5ª temporada de Supernatural, para o site do SBT, canal aberto que exibe a série. Veja a entrevista abaixo.


Como você lida com fenômenos sobrenaturais? Você acredita?

Muita gente me pergunta se acredito em fantasmas! (risos) Era mais na primeira temporada, quando lidávamos com fenômenos mais simples. E eu sempre respondia "não... sou mais do tipo realista... se escuto um barulho, nunca penso que é um fantasma." Mas agora estamos lidando com coisas a nível bíblico. Então, isso traz outro tipo de reflexão, que envolve crença e fé. Então, no que diz respeito a fantasmas, não acredito muito. Mas como agora os temas são relacionados a paraíso, inferno, Deus, diabo, anjos... Isso tudo vai além de mim mesmo.

Você se assusta com os filmes de terror? O Misha Collins (Castiel da série) disse que sim...


Isso porque ele é um fraco! (risos) Não... o gênero terror não me assusta, tanto para filmes quanto para televisão. Mas hoje vejo tudo com olhos críticos. Se vejo um susto que realmente funciona penso "hmmm, isso é bom, vou me lembrar disso da próxima vez..." (risos)

Como foi trabalhar com a Paris Hilton? (Ela fez uma participação especial no quinto episódio da quinta temporada)

Não sei... (risos). Ah, quer mesmo saber? Ela chegou de forma profissional, sabia o que fazer, fez a parte dela... acho que todo mundo ficou impressionado. Muitas vezes recebemos outros convidados, que já são atores profissionais, e eles não conseguem fazer o que ela fez. E ela foi muito simpática. É claro que existe a "Paris Hilton" e "Paris". Ela criou um personagem de si mesma e interpreta pra todo mundo, mas ela também pode desligar o botão de vez em quando, o que foi muito legal de se ver.

Deve ser muito bom saber que vocês "estão podendo", e que várias celebridades estão querendo fazer parte do programa...

Isso é ótimo, ainda mais hoje em dia. Hoje há vários programas com atores famosos que mal conseguem emplacar 3 episódios e já são tirados do ar. Ter um programa com tanto sucesso 
só faz com que mais gente queira se juntar. Isso é ótimo, é como um bom tapinha nas costas.


Por que você gosta tanto do seu personagem? Às vezes ele reclama muito...
Exatamente porque aí na vida real eu não preciso reclamar! (risos) Brincadeira! É porque sempre me senti atraído por este tipo de personagem – o herói que não é perfeito. Não um Super-Homem ou um Capitão América, mas sim um Indiana Jones, que tem uma certa comédia dentro de si ao salvar a garota, e que nem sempre faz tudo como é esperado. Ele vai cair, se machucar e tudo o mais, e acho que isso permite desenvolver um lado cômico de um personagem dramático. E é disso que gosto.


Deve ser interessante pensar que tudo pode acontecer com um personagem…


Eu amo isso! Tudo pode acontecer. Não sei se você viu o filme "Guerra ao Terror", mas lá tem uma cena em que ao voltar pra casa, o protagonista se vê no meio do supermercado olhando as prateleiras de cereais matinais... Algo comum pra qualquer pessoa, mas não para ele. Acho que essa foi uma ótima cena, e acho que é isso que estamos tentando fazer agora: tirar Dean e Sam do contexto de tudo o que conheceram nos últimos cinco anos e colocá-los quase numa situação normal, em que eles não sabem como agir. Acho que há espaço pra muitas histórias diferentes.

Você pensa em deixar a série e se dedicar a outros projetos?

Como ator, você sempre quer fazer outras coisas também, quer trabalhar com outros atores, outros materiais... Mas este programa – e mais especificamente este personagem – é algo que realmente adoro. Apesar de uma parte de mim querer ter mais tempo livre pra se dedicar a outros projetos, sinto que eu ficaria muito triste em deixar este personagem para trás.

Qual é a sua teoria sobre porque Sobrenatural faz tanto sucesso no exterior, como no Brasil?

Foi uma surpresa para mim saber desse sucesso. Acho que é porque o gênero terror é um fenômeno no mundo todo. E ter um programa focado nesse tema ajudou. Todo mundo gosta de rir, chorar e se assustar de vez em quando.
                                                           Créditos:SBT